Inflação Inercial – É aquela em que não há causas estruturais concretas. Ela existe sem que haja aumento real da demanda (procura por produtos), expansão efetiva do consumo, escassez de produto, aumento real do salário, estado de calamidade pública ou de conflagração bélica, iminente crise de abastecimento, déficit público, expansão real da base monetária etc. Ela existe porque existe, permanente, inamovível, inerte, insensível aos indicadores econômicos. É pura inflação de preços. O aumento dos preços torna-se uma constante. Ela se auto-alimenta. Se, anteriormente ao Real, todos os bens e serviços subiam de preço, à mesma taxa e à mesma data, atrelado a um indexador qualquer (BTN, UPC, UFIR, CUB, dólar etc.), forçando, em conseqüência, o reajustamento de vencimentos e salários, não havia inflação real. Essa inflação (anterior ao Real) era realimentada pela desvalorização diária da moeda (indexada ao BTNF e, em conseqüência, ao dólar norte-americano), a cada dia com taxas mais altas, resultado da soma da inflação do dia anterior a um componente de inflação futura, numa ciranda sem fim. Essa situação terminava por provocar uma inflação de demanda irreal pela urgência de se comprar hoje o que somente iria se tornar necessário no futuro. Cortada a causa, na origem, com a instituição genial da URV (de valor equivalente ao dólar) e do Real, acabou a inflação inercial ("rompeu-se a inércia inflacionária", no dizer de Luís Nassif), permanecendo a inflação estrutural com base no desequilíbrio fiscal e em outros indicadores econômicos sazonais ou momentâneos.
Estagflação - o fenômeno da estagnação (aumento da taxa de desemprego) combinado com inflação (aumento contínuo de preços). RANGEL : AS TAXAS DE INFLAÇÃO AUMENTARAM QUANDO ENTRAVAM EM RECESSÃO.
INFLAÇÃO DE CUSTOS: processo inflacionário gerado (ou acelerado) pela elevação dos custos de produção,especialmente das taxas de juros, de câmbio, de salários ou dos preços das importações.
INFLAÇÃO DE DEMANDA: também chamada de inflação dos compradores, é o processo inflacionário gerado pela expansão dos rendimentos.
Ocorre que os meios de pagamento crescem além da capacidade de expansão da economia, ou antes que a produção esteja em plena capacidade, o que impede que a maior demanda decorrente da expansão dos rendimentos seja atendida. Com isso, aumentam os preços e, por extensão, os salários e os rendimentos em geral,
dando origem a uma espiral inflacionária.
INFLAÇÃO DE PAPEL-MOEDA: Expressão utilizada para designar uma inflação decorrente de emissão excessiva de moeda (papel) não conversível. Nos países onde existia a conversibilidade interna do papel-moeda, sempre que as emissões desta superavam as possibilidades governamentais de convertê-las em metal precioso,
dizia-se que havia uma inflação de papel-moeda. Isto normalmente sucedia quando o Estado precisava de aumentar as suas despesas para além dos meios de que dispunha, pelo que também se chamava Inflação pela Despesa.
TEORIAS SOBRE INFLAÇÃO :
1) FATORES ACELERADORES - ( Tentam explicar porque depois de sair do zero a inflação se acelerava).
Monetaristas: Aumento da quantidade de moeda e aumento da renda.
Keynesianos: Excesso de demanda.
Estruturalistas: Aumento dos preços.
Administrativistas: Ao poder monopolista das empresas, sindicatos e do proprio governo.
2) FATORES MANTENEDORES – ( Fatos que mantem a inflação )
Quando a inflação se mantinha em certo patamar, isso ocorria porque os agentes economicos estariam satisfeitos com os preços e , portanto , com sua participação na renda.
3) FATORES SANCIONADORES – ( que provocam )
- MOEDA / DEFICIT PUBLICO.
Mecanismos de indexação. Estes mecanismos podem ser:
Formais: Regras específicas e legais de aumento. Ex.: aluguéis, mensalidades escolares, etc.
Informais: Quando os agentes aumentam o preço porque os outros também o fizeram. No Brasil, na época da inflação elevada(nos anos 70 e 80) os contratos de diversos tipos tinham cláusulas de correção que eram auto-aplicáveis. Isso gerou na população um comportamento inflacionário: transferia-se para o mês seguinte a taxa de inflação do mês passado mesmo que não houvesse pressões de demanda ou de custo.
Inflação elevada : É um deficit publico. Exige que a quantidade de moeda aumente.
Moeda Indexada : Por exemplo, se o governo resovesse fixar que R$ 2,00 = 1 dólar. Ou 1 real= 1 dólar. E fosse fixo, e qualquer valorização ou desvalorização do dólar ocorreria também com o real.
A taxa de cambio é fixada e torna-se conversivel em dolar.
Hiperinflação : Em economia, hiperinflação é uma inflação acima dos níveis adequados e fora de controle. O que ocorre é um encarecimento rápido dos produtos, recessão e desvalorização acentuada da moeda. Segundo Philip Cagan, ocorre hiperinflação quando a taxa de inflação mensal supera os 50%. Choques Heterodoxos : Fracassam porque são vitimas de politicas populistas. Se baseiam em soluções inovadoras.
Proposta Larida - Adotar uma nova moeda e ajustar os preços da moeda antiga, diariamente e sincronizados. Em vez de se criar uma nova moeda , criou-se um indice-moeda.
GRAFICO -- Inflação no Brasil :