Método para operar na Bolsa de Valores. (simples e qualquer cliente pode usar)

Eu me chamo Maurício Klamt e sou investidor e Trader desde 2004.
Durante esses anos desenvolvi diversas pesquisas voltadas ao tema "assertividade na Bolsa de Valores". Investir na Bolsa de Valores se torna complexo quando não se tem um caminho a seguir, por isso desenvolvi um método que qualquer investidor com um certo conhecimento consiga seguir.
A maioria dos livros de Bolsa de Valores abordam métodos 100% baseados em fundamentos ou gráficos, o que em muitos casos levam ao erro, pois é necessário ir além dos números e gráficos para investir em ações. É necessário juntar fundamentos e gráficos com a opinião dos investidores, afinal, se você sabe para onde o vento sopra, é mais fácil de navegar.
Esse método é baseado em 3 passos:
  • Variáveis Fundamentalistas.
  • Variáveis Gráficas.
  • Opinião das Pessoas.
Esse método foi testado e tive belos resultados com ele.
Método simples para operar na Bolsa e evitar cair numa fria.

Passo 1: Variáveis Fundamentalistas ( AONDE )

Segue abaixo uma configuração para filtrar os melhores ativos observando as variáveis fundamentalistas de uma ação.
Podemos aplicar essa configuração no site fundamentus.com.br na parte "busca avançada por empresa". Abaixo teríamos esses papeis:
Se fossemos utilizar esse método hoje(11/12/2017) teríamos como resultado TRPL4, EMBR3, SULA11, KROT3... são empresas boas com bons fundamentos e seria uma carteira interessante. A ideia dessa parte é evitar comprar uma ação cara ou uma empresa que não esteja dando resultado.

Passo 2: Variáveis Gráficas ( QUANDO )

Após filtrar as ações com fundamentos mais adequados, é hora de começar a pesquisar qual o momento ideal para compra-las. O jeito mais simples e eficaz de achar o ponto de entrada na ação é traçando CANAIS nos gráficos. Canais nada mais é do que procurar uma "tendência" de baixa/alta no gráfico. Esqueça qualquer outro indicador gráfico, é perca de tempo. Esse é o que mais funciona e costuma ser o mais simples/ágil.O momento de compra será nos suportes e os momentos de venda nas resistências, vale lembrar que nos canais não utilizamos suportes ou resistências horizontais.
Vamos sempre utilizar o gráfico no Diário(D) e tentar capturar o maior número de dias para trás.
LAME4 em uma tendência de alta desde 2008.
BRFS3 em uma tendência de queda desde 2014.
É interessante observar que se o papel vai além do dos suportes e resistências do canal, abre chances para uma forte queda ou uma forte alta. Observando apenas os casos acima, estaríamos comprando LAME4(esta perto do suporte do canal) e estaríamos vendendo BRFS3(pois esta com um canal de queda).
Novamente, é extremamente simples traçar canais de altas e baixas e é um dos estudos com maior eficacia. Algumas pessoas utilizam médias, porém quem utiliza canais pode achar "o ponto perfeito" de entrada no ativo.

Passo 3: Opinião das pessoas

OK!
Você achou os papeis com melhores fundamentos e com melhores gráficos.
Será que você já esta preparado para ficar rico?
Resposta: Não.
Eu sempre admirei muito empresas como Apple, Itau, Google, Abev, ... etc.
O engraçado é que se eu tivesse investido a 10 anos atrás nas minhas empresas favoritas sem ter olhado os fundamentos/gráficos teria ficado muito rico. Sabendo disso, vamos juntar tudo.
O ultimo passo para efetivar sua compra no papel dependerá agora de SUA e de outras opiniões, que recomendo:







Falando com analistas e com diversas outras pessoas nos livra do risco do "eu estou sempre certo" e também pode nos trazer novas informações sobre o papel. Eu também gostava de Petrobrás, mas certo analista sempre mandou eu ficar de fora e isso me poupou uma grana enorme. Você pode buscar opiniões pela internet, mas recomendo sempre que as acima sejam suas principais fontes. Quanto mais opiniões, melhor. Não seja cabeça dura, tche!
Novamente, é sua opinião que conta, mas siga esse caminho pois falar com diversas pessoas diminui consideravelmente seu risco. Analistas/outros investidores/colegas não estão sempre certos, mas eles sempre terão algo que poderá lhe servir como dica e evitar que você caia numa fria.
Como Trader que viu várias pessoas fracassarem na bolsa eu digo: As pessoas que mais perdem dinheiro na bolsa são as que tem CERTEZA de algo e vão apenas na opinião própria(ou apenas na opinião do corretor)!
Agora quando o fundamento é bom, o gráfico esta interessante e os analistas e amigos falam coisas boas, aproveite, é o momento perfeito de entrada.
Normalmente esses momentos perfeitos aparecem em:
  • Crises Financeiras.
  • Empresa sustentável e conhecida pelo mercado, que por motivo X teve uma queda no valor das ações.

Abs,
Mauricio Klamt

História da Bolha do Alumínio (1830-1886)

Um pouco sobre o Alumínio e como encontra-lo:

alumínio é um elemento químico de símbolo Al e número atômico 13 (treze prótons e treze elétrons ) com massa 27 u. Na temperatura ambiente é sólido, sendo o elemento metálico mais abundante da crosta terrestre. Sua leveza, condutividade elétrica, resistência à corrosão e baixo ponto de fusão lhe conferem uma multiplicidade de aplicações, especialmente nas soluções de engenharia aeronáutica.
Porém, poucos sabem da história do alumínio e como ele faliu muita gente no passado. Ele já foi uma dessas novidades financeiras. Há quem investiu nele achando que fosse ficar rico. Há que acreditou que um dia valeria muito mais do que o ouro. Podemos dizer que foi o Bitcoin do passado, pois se tratava de uma novidade e muitos diziam que iria substituir o ouro como reserva de valor.
Hoje em dia muitas coisas contém o alumínio e atualmente sabemos que ele é um dos metais mais abundantes da Terra. Ele esta presente em praticamente tudo, nos computadores, carros, casas.. é um metal simples de manusear, leve e não faz mal para o homem. Foi por volta de 1830 que ele começou a ficar conhecido pelas pessoa na sua forma metálica.
O alumínio esta presente em praticamente 8,1% da crosta terrestre, mas ele não é encontrado na forma metálica como o ouro e prata. O processo de obtenção do alumínio é feito através da bauxita, que contem de 35% a 55% óxido de alumínio, este mineral é extraído da natureza e através dele se obtém a Alumina (produto intermediário que leva à produção de Alumínio). A Alumina possui fórmula Al2O3.

Primeiras produções de Alumínio

O alumínio como conhecemos hoje foi originalmente criado em laboratório por Hans Christian Oersted ao aquecer o cloreto de alumínio com amálgama de potássio em 1825. Em homenagem ao trabalho de Humphrey Davy, o novo metal ganhou o nome de alumínio. Porém, o material obtido por Oersted não passava de algumas lascas de metal pequenas e impuras – o que dificultava a análise do material.
Dois anos depois, Friedrich Wöhler desenvolveu uma nova maneira de isolar o alumínio em pó e melhorou bastante as técnicas utilizadas no experimento de Oersted. Mesmo assim, foi preciso esperar mais 18 anos até que a quantidade de metal produzida fosse suficiente para que os cientistas pudessem analisar suas propriedades.
Em 1845, o alumínio começou a fazer sucesso. Mas foi apenas em 1854 que o químico francês Henri Sainte-Claire Deville desenvolveu uma maneira de produzir o metal em larga escala com o uso de sódio, isso fez com que os preços caíssem para $ 330 dólares na época, porém, era muito mais caro que o ouro! Pela primeira vez na História, esse método permitiu a produção de quilos do metal de uma única vez. Para se ter uma ideia, Deville conseguia produzir em um único dia a mesma quantidade que Wöhler levaria anos para obter. Mas isso não impediu que a bolha

Bolha do Alumínio começava

No ano seguinte, em 1855, 12 pequenos lingotes de alumínio foram colocados em exposição em uma enorme exibição francesa organizada a pedido do imperador francês Napoleão III. Imediatamente após a exibição, a demanda pelo novo metal leve e brilhante aumentou significativamente. Como o metal se mostrou ideal para produzir joias, não demorou muito para que a elite francesa estivesse usando broches feitos de alumínio.
Entretanto, o responsável pela produção em larga escala do metal não gostou de saber que o elemento estava sendo usado por uma pequena classe de pessoas quando poderia estar beneficiando às massas. E o imperador Napoleão III – que havia financiado o estudo e a produção do metal muito antes da exibição – compartilhava o pensamento do químico e acreditava que o alumínio poderia ser usado para produzir equipamentos leves para seu exército. De fato, alguns capacetes chegaram a ser confeccionados, mas o alto custo do refinamento do material impediu a continuidade do projeto.
Frustrado, Napoleão III fez com que seu estoque de alumínio fosse derretido e transformado em talheres. Uma das evidências desse fato é que existiam rumores de que o imperador francês comia em pratos de alumínio e dividia seus luxuosos talheres apenas com convidados nobres, enquanto as outras pessoas utilizavam peças forjadas em ouro.
Nessa época o alumínio já era negociado sendo muito mais caro que o ouro, por exemplo. Cada Kg de alumínio valia mais de $ 1.200! Não é a toa que Napoleão só deixava os amigos de honra tocarem nesses talheres.

Uma queda avassaladora nos preços do alumínio do dia para a noite

A explosão da bolha do alumínio começou em 1886, quando descobriu-se que era possível obter grandes quantidades de alumínio através da eletrólise. A descoberta foi feita por Paul Lois Toussaint Héroult e Charles Martin Hall quase ao mesmo tempo. Curiosamente, os dois trabalhavam de maneira independente na França e nos Estados Unidos, o que levou o processo – que é utilizado até hoje – a ser chamado de Héroult/Hall em homenagem aos dois profissionais.
Dois anos depois, o químico austríaco Carl Josef Bayer revelou que o óxido de alumínio podia ser obtido a partir da bauxita com baixos custos. Todos esses processos fizeram com que o preço do alumínio despencasse 80% do dia para a noite. Dentro de poucos anos, o alumínio passou do posto de metal mais caro do planeta para o lugar do mais barato. Em termos de comparação, vale pensar que em 1852 (ou seja, antes do surgimento do processo de Héroult/Hall), o quilo do metal era vendido por 1,2 mil dólares. Já no início do século 20, a mesma quantidade não chegava a custar 1 dólar.
Resumo: O ouro também poderá valer 1 dólar amanhã, basta alguém inventar um método diferente de extração do metal. O Bitcoin pode falir amanhã, basta algum nerd inventar um novo código para gerar um novo tipo de moeda mais eficaz. De todas as certezas, tenho duas, que tudo é possível, que nada é seguro.

Att,
Mauricio Klamt